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Design

Identidade visual e logótipo: guia para uma marca consistente do papel ao digital

O que é a identidade visual, o que um bom logótipo precisa de ter, que ficheiros deve receber e como manter a marca consistente no site, nas redes e no papel.

4 min de leitura
Identidade visual e logótipo: guia para uma marca consistente do papel ao digital

Um logótipo não é uma marca. É a assinatura dela. A marca é tudo o que as pessoas sentem quando vêem o seu nome: a cor, a letra, o tom das mensagens, a qualidade das fotografias, a forma como o site responde. Este guia explica o que compõe uma identidade visual, o que exigir a quem a desenha e como a manter consistente em todos os suportes.

O que compõe uma identidade visual

  • Logótipo nas suas versões: principal, horizontal, vertical, símbolo isolado, monocromático e negativo (para fundos escuros).
  • Paleta de cores com uma cor principal, uma ou duas de apoio e neutros, definidas em RGB, HEX, CMYK e Pantone.
  • Tipografia: uma fonte para títulos e outra para texto, com licenças que permitam uso em web e impressão.
  • Elementos gráficos: padrões, ícones, estilo de fotografia e ilustração.
  • Tom de voz: como a marca escreve. Formal ou próxima, técnica ou simples.
  • Manual de normas: o documento que reúne tudo isto com regras de uso, margens de segurança e o que não fazer.

O que um bom logótipo precisa de ter

  1. Legibilidade em 16 píxeis. Vai ser um favicon e um ícone de aplicação. Se só funciona em grande, não funciona.
  2. Funcionar a uma cor. Carimbos, gravações, bordados e impressões económicas não têm gradientes.
  3. Ser distinto no sector. Se todos os concorrentes usam azul e um globo, o azul e o globo não distinguem ninguém.
  4. Envelhecer bem. Tendências passam. Um logótipo deve durar dez anos sem parecer datado.
  5. Ter uma razão. Forma, cor e letra devem contar algo sobre a empresa, mesmo que subtil.

Os ficheiros que deve receber

Este é o ponto onde mais empresas ficam mal servidas. Exija:

  • Vectoriais: SVG, AI ou PDF vectorial. São os originais; escalam sem perder qualidade.
  • PNG com fundo transparente em vários tamanhos, para documentos e apresentações.
  • Versões para redes sociais: quadrado para foto de perfil, horizontal para capas.
  • Favicon e ícones de aplicação nos formatos que o site precisa.
  • Manual de normas em PDF, mesmo que curto.

Se só tem um JPG do logótipo, não tem o logótipo. Tem uma fotografia dele.

Do papel ao digital: manter a consistência

A consistência é o que faz a marca ser reconhecida. Três regras simples:

  • As mesmas cores em todo o lado. O azul do site tem de ser o azul do cartão de visita e da viatura. Por isso a paleta define valores para ecrã e para impressão.
  • A mesma tipografia, ou uma alternativa de sistema definida no manual para quando a fonte da marca não está disponível (emails, documentos Word).
  • Os mesmos elementos no site, nas redes, nas propostas comerciais e nas embalagens. Um padrão ou uma forma repetida cria memória.

No site, a identidade traduz-se num sistema de design: tokens de cor, tipografia, botões e cartões definidos uma vez e usados em todas as páginas. É o que garante que a página criada daqui a um ano parece da mesma marca.

Redesign ou afinação?

Nem sempre é preciso começar do zero. Se o logótipo é reconhecido pelos clientes, uma afinação (limpar formas, actualizar a tipografia, reorganizar as versões) preserva o capital de marca. O redesign completo justifica-se quando a empresa mudou de posicionamento, quando o logótipo não funciona em digital ou quando é confundido com outro.

O que a MarcaWeb faz

Criação e redesign de logótipos, manuais de normas, cartões, envelopes, sacos, flyers, sinalética e decoração de viaturas, com os ficheiros preparados para produção e para o site. Veja exemplos em design.

Perguntas frequentes

Quanto custa um logótipo profissional?

Em Portugal, entre 300 € e 1 500 € para um logótipo com versões e ficheiros completos; a identidade visual completa com manual de normas fica entre 1 000 € e 4 000 €.

Posso registar o logótipo?

Sim, no INPI, como marca nacional, ou no EUIPO para toda a União Europeia. O registo protege o nome e o sinal gráfico. Vale a pena fazê-lo antes do lançamento.

Posso usar um gerador automático?

Para um projecto pessoal, talvez. Para uma empresa, o risco é ter um logótipo igual ao de outra e sem os ficheiros e as versões necessárias.

Precisa de uma marca que funcione no cartão e no ecrã? Conte-nos o projecto.

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